Segundo dia

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14 de novembro de 2014 por bossolon

Campinas. 14/11/2014

Acordei com o maldito despertador do meu celular. Aqueles sons de natureza e pássaros que eu odiava. Olhem em volta e me vi na sala de Fabicia. Lembrei então de tudo o que aconteceu ontem. Eu não precisava trabalhar, então resolvi dormir mais um pouco.

Acordei novamente com Mateus me balançando. E me chamando. Olhei no relógio. Eram 8:30. Eu realmente queria dormir mais.

_ Vamos. Temos que nos preparar!

_Preparar pra que, Mateus?

_ é um apocalipse zumbi! Temos que planejar como gastar os recursos, com conviver e o que fazer

_ Eu já sei o que fazer, quero dormir!

Mas não adiantou. Fabricia também já tinha acordado. Estava dando café da manhã pra seu filho. Olga estava arrumando as camas. Odeio essa gente que acorda cedo demais. Levantei-me e tomei café com o Fabricia e Miguel. O garoto parecia estar encarando tudo de forma positiva. Foi divertido passar um tempo com ele. Estava feliz porque não precisaria ir pra escola por um bom tempo, mas ficou triste porque a mãe disse que mesmo assim ela mesmo o ensinaria. Eu entendo o garoto.

Enquanto tomávamos café, recebi uma ligação em meu celular. Era de um amigo da republica, André. Eu e André éramos amigos em São Paulo. Viemos pra Campinas juntos e resolvemos morar na memsa republica. Eu, ele e sua noiva. Nos conhecíamos desde pequenos. Nossas famílias eram amigas.

_ Ei, cara! Você ta bem? _ Perguntou a voz preocupada de André do outro lado da linha _ Tentei te mandar uma mensagem no Whatsapp, mas a internet ta horrível.

_ To sim. E você? E Camila?

_ Tamo bem. Tamo bem! Vem ca! Onde você ta?

_ Na casa da minha chefe. Ela estava preocupada com seu filho e resolvemos ficar por aqui. Desculpa não ter ligado. Tudo foi uma bagunça…

_ To ligado! Mas escuta! Eu ouvi no noticiário que o exército fez uma base segura na escola de cadetes. E os sobreviventes devem ir pra la!

_ Isso é ótimo! A casa da Fabricia é aqui no taquaral. É bem perto! Vocês estão indo pra la?

_ Vamos tentar cara. Mas não tem carro aqui. O pessoal tudo saiu e bem… roubaram nosso carro…

_ Que merda. Eu vou ver o que consigo e te ligo assim que tiver novidades.

_ Ok. Qualquer coisa eu ligo também.

Informei os demais sobre o que André me disse. Decidimos que nos prepararíamos e iríamos para a escola de Cadetes no outro carro de Fabricia, uma Safira, própria pra famílias. Não sei porque uma mulher divorciada que vive apenas com o filho tem um carro desses. Mas é perfeito pro grupo. Aproveitei pra pedir a ela o outro carro emprestado pra ir buscar meu amigo. Ela relutou um pouco mas concordou.

Assim, saímos enchendo as bolsas com coisas necessárias.

Peguei uma faca na cozinha, como arma. Troquei a água da minha garrafa e apanhei um pacote de salgadinhos, bolacha e uma lata de ervilha. Estavamos com tudo pronto por volta das 10:00 E saímos em direção a Escola de cadetes.

Novamente tomamos as vias menos complicadas. Haviam mais zumbis nas ruas, mas bem menos tumulto que ontem. Chegamos a atropelar um que correu em direção ao carro. Por um momento Fabricia parou, mas insisti que ela deveria continuar, já que os outros zumbis estavam vindo pra cima de nós.

Assim que chegamos a escola de cadetes, os soldados estavam fazendo uma barreira. Haviam muitos zumbis mortos por la. Ao nos aproximarmos eles nos mandaram parar o carro. Um soldado jovem, mais ou menos da mesma idade que eu mandou sairmos para uma revista. Obedecemos.

Ele checou pra ver se não tinhamos nenhuma mordida ou ferimento. Em seguida nos mandou seguir em frente e estacionar o carro. E depois seguir para a parte do pátio onde haviam algumas pessoas reunidas.

No pátio haviam vários soldados orientando a população. Eles informaram que ali era uma base segura e estavam aguardando um resgate. Ordenaram que ninguém saísse dali sob hipótese alguma. Se houvesse qualquer conhecido la fora deveriamos informar os superiores. Em seguida nos destinaram para alguns alojamentos. Mulheres separada de homens.

Assim que eu e Mateus nos alojamos fui diretamente conversar com um dos soldados e explicar o caso de Mateus. Ele me levou até o sargento de plantão onde conversamos sobre o caso

_ Você sabe o paradeiro exato do seu amigo? _ Perguntou o sargento Gabriel

_ Sim! É perto do Campus 1 da Puc!

_ Sabe chegar la?

_ Sei!

O sargento pediu pra dois soldados me levarem até a casa de André. Era perto do meio dia e eu já estava com fome. Mas sabia que não almoçaria até voltarmos. Então abri o pacote de salgadinhos enquanto seguíamos para a republica. Também lembrei de ligar pra André e pedir que eles esperem.

Houve apena um contratempo no caminho. Um bando de zumbis estavam no meio da avenida. Os dois soldados saíram do carro e atiraram em todos os zumbis pra liberar caminho. Em seguida retornaram e continuamos. Alias. Estávamos no carro do exército. Não precisei do carro de Fabricia.

Assim que chegamos abri a porta (eu ainda tinha a chave). André e Camila estavam preparados com facas de cozinha. Ambos ficaram felizes em me ver. Eles já estavam prontos então apenas entramos no carro pra voltar. Não fiz questão de levar a chave. Não acho que voltaríamos tão cedo mesmo…

No caminho de volta, paramos novamente. Havia uma mulher na janela de uma casa pedindo socorro. Tinham alguns zumbis em volta. Os soldados nos mandaram ficar no carro com os vidros fechados e saíram pra cuidar dos zumbis e resgatar a mulher. Contudo, um dos soldados acabou sendo mordido no processo. Ele não chegou a morrer, pois se livrou dos zumbis rapidamente. Apesar disso o resgate foi feito com sucesso.

A mulher era uma japonesa por votla de 20 anos. Se não me engano também estudava na Puc, pois já havia visto ela na praça de alimentação algumas vezes. O soldado mordido seguiu fazendo um curativo em si mesmo enquanto o outro dirigia de votla para a escola de Cadetes.

Assim que chegamos almoçamos junto, eu, André, Camila e a japonesa, que, conversando, descobrimos que sue nome era Suzi Yakoyama, Estudante de química. O soldado mordido foi levado para a enfermaria enquanto o outro se juntou a nós. Por estarmos preocupados com a infecção, o outro soldado nos garantiu que pessoas mordidas são amarradas e ficam sob observação. Caso elas se transformem, matam na mesma hora.

Mais tarde encontrei Fabricia e Mateus. Aparentemente todos ali dentro se ajudavam de alguma forma. Seja na limpeza, ou na separação de mantimentos. Passamos a tarde limpando ou ajudando a reforçar as barreiras ao redor da escola de cadetes. O soldado que estava no carro nos passava as funções. Assi, pudemos conhecer um pouco melhor dele. Ele tinha 25 anos e era cabo do exército. Seu nome era Robson. Não sei dizer se ele era folgado ou gete boa. As vezes parecia legal, mas dava pra ver que Lee passava muito tempo dando em cima de Suzi.

No fim da tarde jantamos. Estavamos exaustos. Os soldados anunciaram um toque de recolher antes de escurecer. Conversando com o sargento ele permitiu que eu, Mateus e André ficássemos no mesmo quarto. Assim, aproveitei pra escrever no diário antes que as luzes se apaguem. Esse foi o segundo dia do apocalipse. Por enquanto está tudo bem. Mas ouvimos boatos que em diferentes lugares estão havendo caos.

Fim do dia 2

Grupo:

  • André (23)
  • Camila (21)
  • Mateus (20)
  • Fabricia (32)
  • Miguel (7)
  • Olga(56)
  • Suzi (20)
  • Robson (25)
  • E cerca de 1000 pessoas

Inventário:

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