3º Dia

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16 de novembro de 2014 por bossolon

Campinas. Dia 15/11/2014

Caro diário. Muitas coisas aconteceram hoje. Passei o começo da manhã procurando alguém que tenha carregador de celular. O meu havia acabado a bateria ontem a noite. Foi dificil, mas encontrei alguns adolescentes que tinham. Os soldados estão tentando organizar todos para que todo mundo possa contribuir com algo. Seja na limpeza, na comida, ordem, etc. Eles pedem que quem saiba a localização exata de sobreviventes para informarem.

Assim, fomos eu, Mateus e André falar com o sargento. Mateus queria pedir que fossem verificar sua casa, pois seus não conseguia falar com sua família. Eu e André queriamos ir para São Paulo, junto de nossas famílias.

_ Não vou movimentar meus homens se você não tem certeza que estão vivos! Não posso fazer isso! Assim que conseguir contatá-los pode solicitar ajuda!

Em seguida, o sargento virou para mim e André.

_Quanto a vocês dois, desculpe, mas também não posso permitir. Nossa estrutura ainda não esta firme e não temos condições de levá-los par aSão Paulo! Também não é uma viagem segura para fazerem sozinhos. É melhor ficarem aqui até que o resgate chegue. Não se preocupem, em São Paulo estão tomando as mesmas medidas.

Ele nos pediu pra escrevermos os endereços num papel que ele passaria para o pessoal de São Paulo assim que entrassem em contato com eles. Foi o que fizemos. Saindo de lá vimos uma mulher implorando para um soldado que buscassem uma bombinha de ar, pois sua filha era asmática. O soldado, negou dizendo que não tem pessoal pra mandar pra fora.

Durante o almoço Robson veio nos chamar, a nós tres. Estavamos na esperança de que tivessem localizado nossa família. Mas não era isso. Aparentemente, estavam distribuindo funçõe spara todos. E eles queriam nos passar essas funções. Asism que chegamos, nos perguntaram se tinhamos servido o exército. Eu servi por um ano, mas André e Mateus não. Naturalmente todos agora estariamos a serviço deles. Começo a pensar agora que não nos deixaram sair porque precisavam de mão de obra.

Eles me entregaram uma pistola. Eu não lembro muito de armas, por isso, não me arrisco a dizer qual o nome da arma. Em seguida nos mandaram encontrar uma farmácia e apanhar alguns remédios e antibióticos. Eut inha certeza que era para o soldado que foi mordido, mas não me arrisquei a perguntar. No exército você não pergunta, apenas segue ordens. Também nos deram a chave para um veiculo. Robson nos guiou até o veiculo. Era um Pegeot 307.

Assim, fomos arrumar as coisas para partirmos. No caminho encontrei Fabricia com o filho dela.

_ E aí? Vãoa trás da sua família?

_ Não. Vamos até uma farmácia pegar uns antibióticos.

_Ah! Vocês vão pra uma farmácia? Traz um absorvente.

Suspirei um pouco, mas concordei. Aquilo não era “compras” pra trazermos coisas pros outros. Mas Fabricia era mandona. Acho que tinha mais medo de discordar dela e ouvi-la xingando do que discordar do sargento. Ela anotou no papel exatamente o absorvbente que queria.

_ É esse aqui! Não traz outro sme ser esse! E vai logo!

Bati continencia, só pra zoar. Ao menos ela estava de bom humor, porque riu muito e me chamou de bobo. Vindo da Fabricia, isso era bom… Acho que um apocalipse une pessoas.

_ Onde você mora, Mateus? _Perguntei assim que saimos da escola de cadetes.

_ No Bonfim, porque?

_Porque vamos la!

_ Mas o sargento disse…

_ Não tem nenhum soldado aqui! Nem vão notar que demoramos! Além do mais. Tem uma farmacia la perto.

Seguimos então para a casa de Mateus. Como sempre por dentro do bairro, para evitar aqueles montes de carros abandonados nas vias principais. Nos divertiamos atropelando zumbis pelo caminho. Talvez seja ruim pra confessar isso, mas até que estou gostando de matar zumbis.

Mateus morava com seus pais, sua irmã e sua sobrinha (sua irmã era mãe solteira). O carro ficaria lotado, mas isso não importava. Ao chegarmos na casa de Mateus, contudo. Encontramos o portão caido. Isso nos deixou preocupados. Sai com a arma em mãos e os outros com facas. Entramos pela casa devagar. Mateus começou a chamar seus familiares.

A primeira que vimos foi sua mãe, cambaleando ao sair da porta. Com a pele pálida. Mateus ficou sem reação. Eu entendo ele. Ver um parente assim deve ser dificil. Mas Mateus agiu rápido. Foi em direção da mãe e meteu a faca na cabeça.

_ Você é louco! _ Disse André _ Era sua mãe!

_ Não.. não era.. não era mais… Eu conheço essas coisas de zumbis. Sou um nerd, lembra? Isso é uma regra… Não deixar seus sentimentos te controlarem…. Não existe amor, quando se trada de zumbis.

Aquilo chocou um pouco. Em seguida saiu sua irmã. Mateus tomou a mesma atitude. Mas dessa vez ele estava preocupado. Ele confessou que estava com medo de sua sobrinha de 4 anos. Dizemos que talvez o pai tenha conseguido escapar com a sobrinha, ou alguém a levou. Em seguida saiu o pai. Mateus já estava hesitando, mas o matou também. Ficamos ali, apenas assistindo ele matar sua família inteira. Mateus já estava em lágrimas, memso nós o confortando.

Foi quando da porta semi-aberta surgiu aquela criatura pequenina andando devagar. Uma menininha de 4 anos com cabelos loiros cacheados, tinha mordidas por todo o corpo, e estava sem um braço. Mateus chorou, não se conteve. Veio em minha direção e pegou a arma da minha mão. Por um momento eu tive medo de suicídio. Mas ele andou até a menina e apontou a arma para a cabeça dela.
_Não existe amor, quando se trata deles! _ Puxou o gatilho e o corpo da menina despencou no chão.

Mateus se ajoelhou e chorou sobre o corpo da criança. Mas o tiro atraira os zumbis nas proximidades. Assim, eu e André tivemos que arrastá-lo até o carr e sair.

Na volta paramos na farmácia. Mateus estava calado, mas não parecia estar fora de si. Pegamos os antibióticos e todo medicamento que podiamos. Demorou um pouco mas encontrei o maldito absorvente de Fabrícia. Fiz questão de pegar uns chocolates pro Miguel também. Adoro o apocalipse, você pega sem pagar.

Enquanto pegavamos as coisas, contudo, dois homens entraram na farmácia. Um deles portanto um revolver calibre 38 (essa eu sei distinguir). Ele nos mandou ficar parado, e eu havia sacado a arma na mesma hora. Estavamos então mirando um no outro. Mandando que o outro largasse a arma.

_ Oq ue você quer?

_ Eu quero remédios! É só isso! E todos ficaremos bem

_ E porque tá mirando pra gente?

_ Como assim? Estou roubando!

_ Roubando quem? Olha em volta! Não tem mais dono isso aqui!

O homem abaixo a arma confuso. Foi quando seu irmão pegou em seu braço. Só então percebi que o outro homem parecia ter sindrome de Down. Falava com dificuldades pro irmão não ser violento. O homem com a rama se acalmou e pediu desculpas. Explicamos a eles que o exército está resgatando pessoas e podiam vir com a gente. Ele relutou, mas como o irmão pediu, aceitou. Seu nome era Victor e seu irmão era Gabrieu. Seus pais morreram com o apocalipse, e Victor decidiu cuidar do irmão.

Terminamos de pegar tudo que podiamos carregar e saimos da farmácia. Fiz questão de pegar uma bombinha de ar e algumas cápsulas também. As quais entreguei para a moça que pedia assim que cheguei na escola de cadetes (eu a avistei assim que estacionei o carro). Entreguei tudo para o sargento (exceto os absorventes) e apresentei nossos novos companheiros.

Mais tarde, pouco antes do jantar, encontrei Fabricia e entreguei o absorvente a ela e o chocolate ao Miguel. Que me agradeceu feliz. Pelo menso Fabricia cuidou bem da educação do menino, já que ela nem precisou mandá-lo me agradecer. Sentamos todos na mesma mesa, exceto Suzi, pois Robson fez questão que ela sentasse junto com ele. Fabricia me disse que eles sumiram por quase duas horas durante a tarde, e Suzi nem trabalhou muito. Mulher adora cuidar da vida dos outros. Meu celular está com a bateria cheia agora. Amanhã ligarei para minha mãe pra ver se oexcército foi resgatá-la.

Fim do dia 3

  • André (23)

  • Camila (21)

  • Mateus (20)

  • Fabricia (32)

  • Miguel (7)

  • Olga(56)

  • Suzi (20)

  • Robson (25)

  • Victor (21)

  • Gabrieu (24)

  • E cerca de 1000 pessoas

Inventário

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