12º Dia: Não há lugar seguro

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25 de novembro de 2014 por bossolon

Campinas. Dia 24/11/2014

Caro diário. Tudo se foi. Não sei o que fazer. Todos aqui estão desanimados. Ou, pelo menos, todos os sobreviventes. Perdemos mais algumas pessoas hoje.

Ontem nem conseguimos dormir. Passamos boa parte da noite fortificando os muros. Haviam muitos zumbis. As barreiras do exército logo cederiam. Pela manhã fui conversar com o sargento.

_ Isso não vai adiantar muito! As defesas vão ceder!

_ Eu sei, garoto! _ Disse o sargento já desanimado. _ Faça o seguinte. Prepare seu grupo. Pegue algumas armas. Pode peagar um dos caminhões. Prepare para tirá-los daqui com todos que conseguirem quando eu disser.

Obedeci prontamente. Descemos até os armazéns pegando tudo que consideramso necessário e conseguiamos carregar. Troquei minhamochila por uma maior e mais resistente. Levei à mão a um rifle de assalato, mas depois decidi pegar uma sub-metraladora, pois era mais prático. Mateus optou por uma shotgun. Apanhei 3 granadas para deixar nos bolsos. E troquei minha faca de cozinha por uma faca melhor. Deixei pra trás minha carteira e celular. Não precisaria mais deles. Apanhei munição pra metralhadora e pra pistola. Peguei uma bolsa médica e coloquei alguns medicamentos e um kit de primeiros socorros. Decidi levar uma lanterna, binoculos e mapa. Pegamos alguns coletes também. Podiam ser uteis. Um capacete também foi be util. Depois pegamso alguns elnatados. Eu não tinha muito espaço e a mochila já estava pesada. Então não peguei muitos.

Colocamos a maioria da comida que queriamso no caminhão. Achamos melhor transportá-la assim. Paramso pra decidir pra onde ir. A casa de Fabricia era muito próxima. A de Mateus não era muito segura. E nem pensar entrariamos em uma igreja mais. Victor disse que sua casa também não valia a pena. Mateus sugeriu irmos para uma região pouco habitada. As melhores erma Barão Geraldo, Souzas e Joaquim Egídio. Optamos por passar a noite na republica onde eu, André e Camila morávamos. Mas como eu não tinha as chaves, pois as havia deixado la, tive que ir até o corpo de André apanha-las no bolso dele. Não foi fácil ver meu amigo morto novamente.

A movimentação pelo quartel estava grande. Mais ou menso no fim da tarde, quando a chuva já caia sobre nós, o Sargento chamou a todos no centro do pátio. Muitos já estavma bem preparados. Até melhor que nós.

_ Atenção! _ Começou anunciando. _ Não podemos suportar por muito tempo! Esses muros logo vão ceder! Os zumbis vão entrar! Todos vocês! Devem buscar por lugares seguros! Procurem ficar junto de seus amigos e familiares! Algumas pessoas já estão se preparando! Quando sairem! Não será nada seguro! Vocês estarão por conta própria! As linhas telefônicas naõ funcionam mais. E creio que a energia elétrica não durará por muitos dias.

_ E pra onde devemos ir? _ Perguntou um senhor perto dos seus 40 anos no meio da multidão. _ Há mais bases? A quem devemos buscar? Onde é seguro?

O Sargento fez uma pausa, respirou fundo.

_ Ja faz dois dias que não temos noticias da base de São Paulo e nem de nenhuma outra. Brasília também foi atacada. De acordo com as ultimas informações que recebemos… essa epidemia é em escala global! Não haverá nenhum resgate! Não há lugar seguro.

Essas declarações deixaram todos perplexos e confusos. Todos ali tinnham perdido tudo. Alguns já comaçavam a se movimentar. Pedi para o resto do grupo que fossem na frente. Eu segui em direção ao sargento.

_ E vocês do exército? _ Perguntei

_ Nós juramos morrer pela pátria amada! E vocês são nossa pátria agora! Vai garoto! Salve seu pessoal!

Em sinal de respeito e admiração por tudo que o sargento nos fez, bati uma continencia e segui para o caminhão. Mas, no meio do caminho os muros cedera e as centenas de zumbis entraram. Não muito longe de mim, bem onde o muro cedeu eu vi alguns dos primeiros zumbis. Dentre eles houve um em especial que me chamou atenção. Um zumbi com sangue em volta dos olhos. Como se tivesse vazado sangue de alguma forma. Ele estava andando lentamente. Por vezes pegava uma pessoa e apenas mordia e deixava ali. Nenhum outro zumbi fazia mais nada com essa pessoa. Ela ficava ali, para morrer contaminada.

Voltei de minha distração com Victor me pegando pelo braço. Ele carregava o irmão junto. Corremos os três em direção ao caminhão. Os outros também corrima próximo a nós. Fabricia, Miguel, Mateus. Olhando de relane, vi a mulher que dei a bombinha e sua filha sendo pega por alguns zumbis. Fabricia deu um grito ao olhar pra trás. O que me fez virar a cabeça também. A poucos metros de nós, Olga era devorada por um grupo de zumbis.

_ Continuem indo pro caminhão! _ Gritei.

Mas bem a nossa frente, mais zumbis surgiram. Os quais epgaram Suzi sem misericórdia. A garota gritava enquanto tentavamso atirar e manter os zumbis afastados. Em pouco tempo os gritos da garota se calaram. O Caminhão surgiu à nossa frente atropelando diversos zumbis. O Pastor Felipe estava no volante. Subimos correndo. E o Pastor começou a sair.

Pouco depois que o caminhão começou a andar, uma mão segurando-s eno caminhão nos assustou. Mas logo deu pr aperceber que era Robson que subia no caminhão do exército. Ele ficou parado em pé na beira docaminhão olhando para nós.

Mateus ficou frente a frente com ele-

_ O que está fazendo aqui? O exército todo está lutando!

_ Eu não quero lutar! Dane-se o exército!

_ E você acha que pode vir aqui com a gente depois de tudo que fez? _ Começou Victor que também estava de pé.

_ Se não sou bem vindo aqui, me tirem fora.

_ Com muito prazer _ Sussurrou Mateus entre os dentes e dando um empurrão em Robson, fazendo-o cair pra fora do caminhão. Victor teve que segurar Mateus pra não ir junto com o Cabo.

Enquanto o caminhão se distanciava ficamos ali, apenas observando Robson tentando, inutilmente correr atrás de nós até que tudo na escola de cadetes ficou pra trás. Ouvimos e vimos algumas explosões e gritos distantes. A chuva caia fina, mas um pouco forte. Ja caia desde que os zumbis invadiram. Por sorte o caminhão do exército era coberto, aberto apenas na traseira. Com aqueles caminhões de e´xercito, sabe?

Seguimos até a republica e abrimos o protão lentamente. Eu e Victor olhamso com calma para dentro, caso haja algum zumbi enquanto o pastor e os outros manobravam o caminhão pra dentro da garagem. Fizemos uma varredura nos quartos da república e matamos todos os zumbis dentor (que não passavam de 5). Trancamos o portão e a entrada da casa. Colocamos alguns moveis na prota, pra fortificar.

Os quartos não eram muito grandes. Cabiam apenas duas ou três pessoas no máximo. Tivemos que nos dividir.

Fabricia, Camila e Miguel dormiram em um. Victor e Gabriel emoutro. Eu, Mateus e o pastor dividimos um quarto. Eu peguei a primeira vigilia. E, por isso estou escrevendo agora. Mas logo vou acordar o Victor.

Fim do dia 12

Grupo:

  • Camila (21)

  • Mateus (20)

  • Fabricia (32)

  • Miguel (7)

  • Victor (21)

  • Gabriel (24)

  • Pr. Felipe (40)

Inventário:

 result

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