13º Dia: Tem algo tentando entrar

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26 de novembro de 2014 por bossolon

Campinas. Dia 25/11/2014

Caro diário. Foi difícil acordar essa manhã. Estavamos bem desanimados, na verdade. Mas acabei levantando por volta das 8:30. Tomei café sozinho. Quando eu estava me sentando Mateus já estava saindo. Pouco depois o pastor Felipe se juntou a mim. Gabriel foi o ultimo a acordar. Felizmente tinhamos uma boa quantidade de comida no caminhão. Não passaríamos fome. Antes do almoço, quando todos estávamos acordados decidimos nos reunir na cozinha pra definir o que fariamos. Haviam muitas opiniões e temos que fazer planos.

_ Devemos ir pra um lugar com poucas pessoas! _ Defendia Mateus

_ Então é souzas ou Joaquim Egídio _ Objetou Felipe.

_ Eu quis dizer uma cidade com poucos habitantes! Devemos sair das cidades grandes!

_ Isso é mais um daqueles truques de sobrevivência seu? _ Perguntou Fabricia que já estava de saco cheio dessas dicas

_ Bem.. sim.. Mas são necessárias! Essa é a melhor estratégia!

_ Eu acho que deveriamos ir pro litoral! Podemos pegar um barco e sair do país

_ E iriamos pra onde, Fabricia? Não ouviu o Sargento? Não tem pra onde fugir! 

_ Sei la! Uma ilha isolada talvez!

_ Na verdade eu gostei da ideia _ Disse o pastor.

_ Nunca conseguriamos chegar a um barco! O litoral é a parte mais populosa de campinas! Deve ter muitos zumbis por la!

_ Podemos tentar _ Respondeu Victor.

_ Eu não sei quanto a vocês, mas eu vou com Camila pra São Paulo procurar os irmãos dela.

Camila até então estava no canto da cozinha de cabeça baixa. Seus cabelos longos e ruivos caiam sobre o rosto. Ela devia estar arrasada com tudo aquilo. Resolvi me aproximar.

_ Camila. Vamos procurar seus irmãos, tá?

_ Pra que? _ Disse quase que sussurrando_ Eles provavelmente estão mortos mesmo…

_ Não sabemso disso. Vamos pra lá conferir.

Camila deu de ombros.

_ Façam o que quiser. Eu não to nem ai. Uma hora ou outra vamos todos morrer mesmo. 

Achamos melhor deixá-la na dela por enquanto e voltamos à discussão. Mateus continuava defendendo que teriamos que procurar uma cidade pequena e isolada. Fabricia queria ir para o litoral. Talvez para encontrar o pai de Miguel. Ele poderia ajudar. Sinceramente, eu iria para São Paulo e, uma vez encontrado os irmãos de Cmaila partiria para o Litoral com Fabricia. O pastor tinha um amigo em Joaquim Egídio e cogitava de permanecer em campinas.

Paramos a discussão contudo quando ouvimos um barulho no portão da casa.

_ Tem algo tentando entrar! _ Fabricia falou baixinho.

Eu, Victor e Mateus pegamos nossas armas e fomos até o portão. Um homem negro com barba cheia estava pulando pelo portão. Quando caiu no chão e se virou que viu nós três apontando a arma em sua direção.

_ Calma aí, caras… Não quero arrumar confusão. Não sabia que tinha alguém morando aqui…

_ o que quer? _ Perguntei

_ Só um pouco de comida.

_ Ta sozinho?

O homem balançou a cabeça dizendo que sim.

_ Ta armado?

O homem tirou da cintura uma pistola e colocou no chão.

_ Não é minha. Achei em um corpo.

_ E esse ferimento no braço Foi mordido? _ Havia um sangramento no braço direito dele.

_ Bati o carro e me cortei Tentando sair

Confiscamos a pistola e o convidamos a entrar. Ele sentou-se a mesa conosco para o almoço. Felipe, o mais amigável de nós no momento tentava puxar assunto com o rapaz.

_Nos conte mais sobre você amigo. Qual seu nome?

_ Alan

_ Legal. Quantos anos tem?

_ 36

_ E o que fazia antes do apocalipse zumbi?

Alan pensou um pouco.

_ Eu era… Mecanico. Mas ganhava um extra consertando coisas ou como carpinteiro…

_ E sua família? Tem família?

_ Estão mortos.

_ Sinto muito…. Você os viu morrer?

_ sim…. Eu.. não quero falar sobre isso…

Voltamos a discutir sobre onde iríamos. Quando Alan se elvantou e agradeceu.

_ Pra onde vai? _ Perguntei

_ Não sei…. por aí.

_ Por que não fica com a gente? _ Fabricia me deu um olhar tordo. Acho que ela não confiou no rapaz.

_ Não quero incomodar

_ Não vai incomodar se trabalharmos juntos…. _ Disse Victor.

Assim, concordamos que Alan ficaria conosco. Ele ajudou com a limpeza da casa e fez o jantar. Alan cozinha muito bem, por sinal. Até o fim da noite ele já era praticamente um de nós. Durante o jantar todos concordamos que a casa não seria muito segura e que os zumbis nas faculdades por perto podiam causar problemas(a casa é muito próxima ao campus I da Puc). Assim, decidimos que amanhã iriamos verificar o sítio do amigo do pastor pra ver se seria seguro. Então voltariamos e levaríamos o resto do pessoal.

Camila ainda está bem triste e calada. Estamos todos preocupados com ela. Tentamos buscar uma forma de animá-la, mas não tem dado resultados.

Fim do dia 13.

Grupo:

  • Camila (21)

  • Mateus (20)

  • Fabricia (32)

  • Miguel (7)

  • Victor (21)

  • Gabriel (24)

  • Pr. Felipe (40)

  • Alan (35)

Inventário:

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